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La revolución... a revolução do software livre faz a diferença. Pressupõe a possibilidade de acesso ao código fonte para modificar, diminuir, acrescentar ou fazer o que bem entender. É a ponta do iceberg de uma sociedade colaborativa. O software livre está cada vez mais penetrando nas decisões da sociedade da informação. O Linux é a resposta da multidão. Foi criado pela colaboração entre pessoas comuns. Envolveu centenas de programadores espalhados pelo mundo. O Linux é subversivo, pois transforma a estrutura imposta pela revolução industrial. É o primeiro produto idealizado e concebido pela multidão hiperconectada. Foi construído num outro paradigma. Colaboração vem a substituir o capital. Colaboração é a novidade da sociedade da informação. Com as tecnologias da comunicação e da interação as redes passam a facilitar a convivência em tempo real à distância. Provocam e potencializam a conversação. Reconduzem a comunicação para uma lógica de sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições de forma descentralizada e participativa. O capitalismo, apesar de dominante, não consegue mais sustentar a lógica da acumulação e do trabalho. Seus principais alicerces, a economia, o paradigma da ética burocrática e a cultura de massas, estão em crise. A crise é um índice de que se faz necessária urgentemente uma nova ordem, uma reestruturação. Marx escreveu sua crítica em 'O Capital', num momento que a sociedade industrial estava aflorando, mas não se apresentava, ainda, como o paradigma dominante. O século XXI exige, portanto, modificações estruturais no poder para atender a nascente sociedade informacional. É nesse cenário que as redes sociais adquirem importância. A tecnologia catalisa a inteligência das pessoas. A revolução das tecnologias da informação atua remodelando as bases materiais da sociedade e induzindo a emergência de agenciamentos colaborativos como base de sustentação da sociedade. Não podemos atribuir essas mudanças apenas à tecnologia. A internet torna possível o florescimento de novos movimentos sociais e culturais em rede. Possibilita a organização da sociedade civil em novas formas de gestão e o retorno às redes humanas depois de anos de domínio das redes de máquinas e da burocracia. No limite da ruptura dos paradigmas, a colaboração aparece como um potencializador das energias produtivas. A sociedade está se tornando mais aberta e de uma forma ampla, mais colaborativa. O software livre é o caso mais conhecido desta resistência digital. E que teve maior impacto. Uma nova dinâmica que demonstra a produção de conhecimento livre como alternativa economicamente viável e sustentável. O código aberto está trazendo para a inovação o que a linha de montagem trouxe para a produção em massa. Estamos chegando numa era onde a colaboração substituirá a corporação. Uma opção pela descentralização do poder catalisado pelas conversações de uma sociedade em rede. [em resistência e descentralização]
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